CIUR

Crescimento intra-uterino restrito isolado em gestação Monocoriônica - CIUR isolado

Quando apenas um dos gêmeos desacelera o ganho de peso, levando a uma diferença acentuada entre os pesos dos fetos.
Ocorre em 15 a 25% das gestações monocoriônicas. O diagnóstico é realizado através de ultrassonografia obstétrica a partir de 16 semanas, quando se observa discrepância de peso entre os fetos superior a 30% e/ou um dos gêmeos com peso abaixo do percentil 10. A bexiga do feto pequeno será menor, assim como a quantidade de líquido amniótico, porém no outro gêmeo ambos os parâmetros serão normais.

Até recentemente não existia outra alternativa para este tipo de situação que não a vigilância semanal, através da ultrassonografia e a indicação do parto a partir da viabilidade, em caso de deterioração da condição hemodinâmica do feto com CIUR. Porém, ao contrário do CIUR em gestação única, as alterações da Dopplervelocimetria podem não seguir a sequência conhecida de deterioração (alteração das umbilicais, seguidas da alteração da cerebral e do ducto venoso). Portanto, este pode não ser um bom parâmetro para o acompanhamento destas gestações.

Há algum tempo foi proposta uma alternativa terapêutica, que seria realizar a "separação" das circulações dos gêmeos através de cirurgia fetal endoscópica (fetoscopia) para oclusão vascular com laser. A coagulação das anastomoses placentárias, à semelhança do que é realizado para tratamento da síndrome de transfusão feto-fetal, "desconectaria" as duas circulações, protegendo o gêmeo com crescimento normal, em caso de morte do gemelar com CIUR.

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