Cirurgia Fetal Endoscópica

Cirurgia Fetal Célula Mater / Dra. Denise Lapa

A Cirurgia Fetal Endoscópica , também denominada Fetoscopia, trata-se de uma técnica cirúrgica que associa a ultra-sonografia e a videolaparoscopia permitindo visualizar e operar diretamente o feto, sem abrir o útero da mãe.

As aplicações da fetoscopia têm sido bastante ampliadas nos últimos anos e várias doenças já podem ser tratadas com esta técnica. Veja algumas delas:

Meningomielocele fetal (técnica minimamente invasiva)

Espinha bífida ou mielomeningocele é um defeito aberto do tubo neural que ocorre pela falta de fechamento dos elementos posteriores da coluna, que protegem a medula. A exposição da medula ao líquido amniótico durante toda a gestação acarreta uma lesão progressiva, que pode ser minimizada pelo tratamento intra-uterino. Acesse e saiba mais

 

Gêmeos idênticos podem trocar sangue entre si sendo necessário separar, através de cirurgia endoscópica fetal, as conexões placentárias responsáveis pela troca. Sem terapia, os casos graves tem 10% de chance de sobreviver, com a terapia através da coagulação a laser dos vasos comunicantes na superfície da placenta a sobrevida de pelo menos um feto chega a 80%. Acesse e saiba mais

 

Quando apenas um dos gêmeos desacelera o ganho de peso, levando a uma diferença acentuada entre os pesos dos fetos. Ocorre em 15 a 25% das gestações monocoriônicas. Acesse e saiba mais

 

Numa gravidez de gêmeos idênticos um deles pode apresentar uma mal-formação grave (incompatível com a vida) denominada feto acádico. O gêmeo normal acaba bombeando sangue para si mesmo e para o feto acárdico, correndo o risco de uma sobrecarga do seu coração que pode levar à morte. A cirurgia endoscópica fetal interrompendo através do laser a circulação de sangue para o feto acárdico parece ser o método mais seguro para fazer cessar a transfusão. Acesse e saiba mais

 

CHAOS (Congenital High Airway Obstruction Syndrome)fetais - atresia ou estenose de laringe
Trata-se de obstrução total ou parcial das vias aéreas superiores, pode ocorrer ao nível da laringe ou da traqueia. É bastante rara em sua forma completa por ser considerada letal. Acesse e saiba mais

 

O sequestro pulmonar trata-se de uma massa que cresce dentro do tórax fetal e que pode comprimir o pulmão sadio, aumentando o risco de hipoplasia pulmonar, ou seja, o pulmão normal não se desenvolve adequadamente não sendo suficiente para manter a vida do bebê após o seu nascimento. Acesse e saiba mais

 

Quando o diafragma (membrana que separa o tórax do abdome) não se fecha, os intestinos, o estômago e o fígado podem “subir” para o tórax do feto comprimindo seus pulmões. Esta compressão pode comprometer o desenvolvimento pulmonar, levando a problemas respiratórios no momento do nascimento. Acesse e saiba mais

 

São tumores geralmente benignos que aparecem na região sacral (entre as nádegas) fetal ou na região do pescoço do feto que, na maioria das vezes, será operado apenas depois do nascimento. Em algumas situações, eles podem apresentar um crescimento muito rápido, chegando a atingir o mesmo peso do feto. Acesse e saiba mais

 

É um tumor geralmente benigno que cresce na placenta “disputando” com o feto pelo suprimento sanguíneo. Em algumas situações, ele pode apresentar um crescimento muito rápido, podendo levar a um edema generalizado do feto por sobrecarga do seu coração, pois ele passa a “bombear” sangue para si e para o tumor. Acesse e saiba mais

 

A brida amniótica ocorre quando a membrana que reveste internamente a "bolsa das águas" (membrana amniótica) se rompe “aprisionando” um membro ou parte fetal. Isto pode levar a deformidades das mãos e pés, estreitamentos e, em casos mais graves, até à amputação da parte fetal aprisionada. Acesse e saiba mais