TPM sob Controle

TPM

TPM sob controle

Todas as mulheres que ovulam tem um pouco de TPM. Mas quando ela começa a atrapalhar a vida é hora de procurar ajuda.

Tudo em nosso organismo obedece a um ciclo natural – e o vai-e-vem dos hormônios é apenas um exemplo disso. Depois da ovulação, o corpo se prepara para receber o óvulo fertilizado – e um dos responsáveis por essa preparação é a progesterona, que não apenas prepara o útero e as mamas para a gravidez, mas provoca outros efeitos emocionais bem menos agradáveis.

“É uma questão evolutiva – nos primórdios da humanidade, para que a mulher se protegesse dos predadores, e portanto resguardasse a prole, a progesterona passou a torná-la mais agressiva e mais reclusa”, explica Lucila Pires Evangelista, ginecologista e obstetra da Clínica Célula Mater. Também é graças à progesterona que as mamas ficam doloridas e o abdome inchado – outros sintomas que denotam que o corpo está se prontificando para abrigar um feto. “Ou seja – até certo ponto, a TPM é um sinal de que tudo está correndo como deve ser”, diz Lucila.

Só que para a mulher moderna, que muitas vezes não tem como obedecer aos instintos e ficar mais recolhida durante esse período, esses sintomas podem se transformar num incômodo a ponto de atrapalhar seu dia-a-dia. E então a TPM deixa de ser normal e passa a ser considerada uma doença. Isso acontece mais frequentemente a partir dos 35 anos. “Não se sabe porquê, a partir dessa idade mulheres que não tinham TPM passam a ter, e outras que já tinham sentem uma piora”, revela a médica.

Quando os sintomas são moderados, pode-se usar métodos naturais de tratamento, como chás diuréticos para melhorar o inchaço, e complementação com ômega 3 e vitamina B6 para aliviar as dores nas mamas – sempre com orientação profissional. Exercícios físicos também são eficazes para reduzir a irritabilidade e aumentar a sensação de bem-estar.

Já as mulheres que sofrem mais com a TPM podem optar por duas vertentes de tratamento: métodos anticoncepcionais hormonais que inibem a ovulação, como as pílulas e os implantes hormonais; ou medicamentos antidepressivos, que agem nos receptores de serotonina, reduzindo os altos e baixos emocionais. “Em casos mais graves, podemos usar ambos”, revela Lucila.

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