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Depois que o bebê nasce...

A obstetra Fernanda Plotzky fala sobre os desconfortos do pós-parto e como lidar com eles

Cansaço

É normal, logo após o parto, a mãe se sentir cansada – afinal, as longas horas de trabalho de parto e a dor das contrações exigem bastante fisica e emocionalmente. Algumas horas de descanso são suficientes para resolver essa parte. Por isso, poupe-se um pouco das visitas na maternidade, que às vezes são demasiadas e em horários inadequados. A família pode ser útil em momentos como esses, ficando com as visitas na sala de espera enquanto a mãe descansa. O problema maior vem depois, ao longo dos dias e semanas, em que a rotina inicial dos recém-nascidos demanda cuidados intensivos. Mas acredite: aos poucos, as mães acostumam-se com as noites mal-dormidas e os dias corridos. Uma dica sempre válida é aproveitar para dormir quando o bebê dorme, seja noite ou dia. Dessa forma, o cansaço vai sendo minimizado.

Dores da episiotomia

O parto normal em geral requer a realização de uma episiotomia, que é um pequeno corte na região perineal, realizado para facilitar o parto normal e poupar os tecidos maternos. Logo nos primeiros dias, esses pontos podem incomodar um pouco. Algumas pomadas podem ajudar a aliviar essa dor, que em geral não é muito intensa e passa em poucos dias. Outra dica bastante útil é fazer compressas de gelo no local, tomando o cuidado de não usá-las por mais de 20 minutos por vez. Mais do que isso pode piorar a situação. Nos primeiros dias, é prudente também evitar atividades físicas, mesmo as mais leves, para não piorar o desconforto e provocar inchaço no local. Em geral, a conduta dos médicos da Célula Mater é utilizar pontos que são retirados antes da alta (pelos médicos ou obstetrizes), com exceção de um único ponto que cai sozinho, mas em geral não incomoda.



Dores nos seios

Logo após o parto, começa a amamentação do seu recém-nascido. Um ato muito prazeroso, porém que nos primeiros dias muitas vezes provocam dor nos mamilos. O problema mais comum são as famosas e quase inevitáveis fissuras mamárias. Isso porque o mamilo ainda não está totalmente preparado para a pega do bebê. Para aliviar a dor, Existem pomadas à base de lanolina e discos medicados com substâncias cicatrizantes. Os mais comuns são os da marca Mother Mates e Mamare, que podem ser comprados na farmácia sem a necessidade de receita médica. Além disso, o banho de sol de manhã cedo também ajuda a acelerar a cicatrização. Ao longo dos dias, a pele vai ficando calejada, e essas fissuras vão cicatrizando e deixam de existir. Em geral, isso acontece ao final da primeira semana de vida.

Por volta do terceiro dia pós parto existe também o fenômeno chamado de apojadura, ou "descida do leite" – é o dia em que o peito fica bastante cheio e dolorido. Nesse momento, vale a pena esvaziar um pouco a mama para evitar esse desconforto excessivo. As auto-massagens nos seios também são indicadas, e podem ser realizadas durante o banho quente. Compressas frias são outras aliadas – sim, frias. Nada de colocar compressas quentes, pois elas podem piorar o quadro. E uma dica dos tempos da vovó: coloque folhas de repolho roxo ao redor dos seios – elas atuarão como uma compressa fria.

Dor na cicatriz da cesárea

No passado, após uma cesareana as mulheres costumavam sentir muita dor no local do corte. Hoje a situação melhorou bastante. Sim, o desconforto ainda existe, e sua intensidade varia de mulher para mulher. Mas com a ajuda de analgésicos é possível controlar o problema. A melhora ocorre dia após dia – e em geral, ao final de uma semana as mães já não sentem mas nenhuma dor.

Tristeza, ansiedade e depressão

Esses sentimentos atingem nada menos que 8 em cada 10 mulheres após o parto. É o famoso blues puerperal. Geralmente, as sensação de vazio se inicia nos primeiros dias depois do nascimento do bebê – mas felizmente, o quadro costuma melhorar em cerca de cinco dias. Os altos e baixos hormonais são os grandes responsáveis por tudo isso. Conversar bastante e saber que esse é um fenômeno fisiológico ajuda bastante. Não é culpa sua, nem de ninguém.



Mas é bom ficar atenta. Em algumas situações, esse quadro se prolonga e se agrava, transformando-se na depressão pós-parto. Se você sentir que é o seu caso, não há motivo para se envergonhar. Converse com o seu médico. Ele pode indicar alguma ajuda psicoterapêutica, ou então receitar antidepressivos que podem ser usados com segurança mesmo durante a amamentação.

O Bebê Nasceu. E agora?

O trabalho da equipe obstétrica da Célula Mater não termina no parto

Chegar em casa com aquela pequena criatura, frágil e indefesa, pode ser assustador. Ainda mais quando as mamas começam a encher, os mamilos doem, o corpo ainda não está recuperado do trabalho de parto, o bebê chora e o cansaço começa a pesar.

Nesse momento, a equipe da Célula Mater está à disposição para ajudar. “O nosso papel não acaba no parto, mas é também dar apoio à mãe depois que ela chega em casa”, sublinha a obstetriz Roseli Monteiro. “As mães podem passar por um estresse muito grande, e nós podemos tranquilizá-las e dar a segurança para que se sintam capazes de cuidar do bebê, porque todas são”.

Na consultoria em amamentação, que pode ser feita na clínica ou na própria casa da paciente, a obstetriz dará orientações com precisão e embasamento, dirigindo-se às necessidades específicas de cada uma. “Muitas vezes a consulta domiciliar é mais indicada, já que, além de ser mais cômoda para a mãe, permite observar melhor as condições da amamentação”, opina. Se necessário, a equipe também pode indicar bons profissionais para dar suporte emocional à mãe.

Roseli chama ainda a atenção para a importância do contato com a mãe e o pai já desde o início da vida do bebê. “Embora o apoio de uma babá seja salutar para oferecer algum descanso, por melhor que seja essa babá o cuidado da própria mãe faz diferença”. Ela sugere às mães delegar tarefas como encher, esvaziar e limpar a banheira, esterilizar mamadeiras ou chupetas, lavar e guardar roupas. “O cuidado com o bebê não é difícil e é extremamente importante para desenvolver uma relação de intimidade”.

Para Roseli, o ideal é que a mãe não hesite em pedir ajuda, mesmo antes que um eventual caos se instale. “Se achar que está difícil, não espere a consulta pós-parto. Ligue para nós antes disso”, aconselha.

CONSULTORIA EM AMAMENTAÇÃO

Roseli Monteiro • Tel.: 8335.5588

Lisiane Hoyos • Tel.: 8266.4994

Eliana Gerotto • Tel.: 9982.0558

Heloisa Imada • Tel.: 8381.6138

Cuidados pré-gravidez.

Novos estudos reiteram a importância de cuidar do peso antes de engravidar

Para quem está planejando engravidar em breve, atenção à balança. Cada vez mais a ciência comprova que mães acima do peso têm mais chances de dar à luz a bebês muito grandes – é a chamada macrossomia, termo que denomina bebês que nascem com mais de 4 kg.

Uma nova pesquisa publicada no British Journal of Obstetrics and Gynecology mostrou ainda que não é apenas o peso total que importa, mas sim a quantidade de gordura acumulada na região abdominal. Nos últimos anos, os pesquisadores vêm descobrindo que é essa gordura a grande vilã da saúde – ela está relacionada com maiores incidências de problemas cardiovasculares, hipertensão e diabete, entre outros.

Além de aumentar em muito as chances de um parto cesariano, já que são grandes demais para passar pelo canal vaginal, esses bebês também têm mais tendência a desenvolverem diabete e hipertensão – ou seja, perpetuarem o ciclo iniciado pela mãe. “Cada vez mais se comprova que parte das doenças crônicas do adulto iniciam-se antes mesmo do nascimento. Por isso, é preciso que as futuras mães se conscientizem de que maus hábitos como não se alimentar bem, não fazer exercícios e comer açúcar demais podem ter consequências no futuro da criança”, aponta Lucila Pires Evangelista, ginecologista e obstetra da Clínica Célula Mater.

As recomendações para as mulheres que estão pensando em engravidar incluem diminuir a ingestão de açúcares e gordura, fazer dieta se estiverem acima do peso e aumentar a quantidade de exercícios físicos.

Mas para aquelas que já iniciaram a gravidez acima do peso, nem tudo está perdido: “Durante a gestação é possível corrigir esses desvios”, afirma Lucila. A médica diz que, embora a dieta não seja indicada, a mulher pode mudar seu padrão nutricional, reduzindo a quantidade de gorduras e açúcares, e aumentando a de proteínas. Além disso, a grande maioria das gestantes está liberada para fazer atividade física. “Enquanto normalmente se preconiza que a gestante pode ganhar de 9 a 12 quilos durante a gravidez, as que estão muito acima do peso podem ganhar bem menos do que isso e até mesmo emagrecer, desde que sejam bem acompanhadas”, revela Lucila.

Além de cuidar do peso, se você está pensando em engravidar, veja a seguir as recomendações para iniciar uma gestação saudável:

- Não comer carne vermelha crua, pois há o risco de contaminação por toxoplasmose

-Faça uma consulta com o médico para avaliar os medicamentos que está tomando. Alguns podem ter efeitos nocivos para o bebê

-Consulte seu médico também sobre a suplementação de ácido fólico

Episiotomia - Fazer ou não? Eis a questão

A episiotomia é o nome que se dá ao corte feito no períneo da gestante para facilitar a expulsão do bebê e evitar a laceração dessa musculatura no parto normal. Muitas mulheres têm dúvidas sobre esse procedimento, e a própria comunidade médica expõe opiniões controversas quanto ao tema.

“Eu estou cada vez mais convencida de que a episiotomia, além de evitar o sofrimento fetal em muitos casos, é benéfica também para a mulher”, opina Lucila Pires Evangelista, ginecologista e obstetra da Clínica Célula Mater. Segundo Lucila, a musculatura perineal da mulher moderna é pouco desenvolvida, já que ela passa muitas horas do dia sentada. Como conseqüência, a possibilidade de rupturas do períneo durante o período expulsivo do parto é bem maior. Isso não acontece com as indígenas, por exemplo, que exercem várias atividades do cotidiano de cócoras, fortalecendo naturalmente a região do assoalho pélvico.

Lucila reconhece que existem alguns trabalhos científicos que mostram que a episiotomia não deve ser realizada em todas as mulheres indiscriminadamente. Porém, sublinha que esses estudos levam em conta uma população de condições bastante diversas, e médicos igualmente heterogêneos. “Entre fazer uma episiotomia mal feita e não fazer, é melhor não fazer. Mas quando estamos falando de uma população seleta, atendida por profissionais de boa formação, o corte é feito no lugar certo e do tamanho certo, facilitando a reconstrução do períneo no pós-parto”, opina.

“A recuperação do períneo depois de uma episiotomia costuma ser excelente e sem dor. No dia seguinte ao parto, a mulher já pode levantar e caminhar tranquilamente”, conta o ginecologista Marcelo Nisenbaum, da Clínica Célula Mater.

Muitas pacientes temem a episiotomia por acharem que ela pode deixar a abertura da vagina maior, atrapalhando a atividade sexual. “Na minha experiência, a ruptura espontânea da musculatura -- que acontece na grande maioria dos casos, principalmente no primeiro parto – é mais problemática nesse sentido”.

Outro medo freqüente é de que o corte facilitaria a perda de urina mais tarde. Nisenbaum desmistifica também esse temor: “A episiotomia não mudará de forma significativa a chance de incontinência no futuro. Na verdade, não é só a saída do bebê que provoca lesões. Antes da expulsão bebê, acontece a descida da cabeça, que provoca lesões neuro-musculares mais profundas – e estas seriam em grande parte responsáveis pelo problema”.

Ele aponta ainda para o fato de que a elasticidade da musculatura varia de pessoa para pessoa, dependendo de como for o tecido conjuntivo e a quantidade de colágeno particulares de cada um. Existem alguns aparelhos usados para dilatar a vagina durante a gestação, preparando o períneo para o parto. “Os exercícios próprios para o assoalho pélvico durante a gestação são importantes, mas isso não significa que em poucos meses é possível reverter completamente uma condição muscular que já foi estabelecida durante toda a vida”.

Sexo durante e depois da gravidez

Tire suas dúvidas sobre o que esperar da atividade sexual daqui em diante

Tanto as gestantes como seus parceiros costumam ficar cheios de medos e dúvidas sobre a atividade sexual quando o bebê está a caminho. E também depois de sua chegada. A ginecologista e obstetra Lucila Pires Evangelista, da Clínica Célula Mater, responde às principais perguntas:

Afinal, fazer sexo durante a gestação é permitido?

Na grande maioria dos casos, não só é permitido como saudável. Vejo muitos casais com medo, achando que vai machucar o bebê. Mas se a gravidez for assintomática e a mulher não tem antecedentes de parto prematuro, não há com o que se preocupar. Até mesmo quando está se aproximando a data do parto.

Quando as grávidas devem ficar alertas?

Se a mulher teve antecedentes de parto prematuro, se sentir dor após a relação ou perceber que apareceu algum corrimento, é preciso consultar o médico. Se tiver qualquer sangramento, deve-se interromper a relação e procurar orientação.

É verdade que o sexo pode desencadear o trabalho de parto?

O espermatozóide libera prostaglandina, uma substância que pode provocar contrações. Mas isso só acontece quando o colo do útero está maduro – ou seja, a atividade sexual não vai desencadear um trabalho de parto antes do tempo.

E qual a posição mais indicada?

Até o sexto mês de gravidez, qualquer posição é permitida. Mas a partir daí, algumas gestantes podem sentir falta de ar quando estão de barriga para cima – isso é porque o peso do útero comprime as veias, reduzindo a quantidade de sangue que vai para o coração. Esse é um sinal de que é hora de procurar uma posição mais confortável para a mulher, como por exemplo de lado.

Essa falta de ar representa algum perigo para o bebê?

Não. A mãe se sente mal muito antes que o bebê corra qualquer risco. Portanto, é só mudar de posição e esperar o fôlego se recuperar.

E como fica o desejo sexual durante a gravidez?

Varia bastante. Algumas mulheres ficam mais excitadas – outras menos. As reações são tão diversas que não é possível dizer que são os hormônios os responsáveis pelo aumento ou pela diminuição da libido. O que muda é como cada uma se sente na condição de grávida, quais são seus medos e fantasias, se ela acha que está menos atraente. E isso vale também para os parceiros – alguns tem receio, outros não.

Depois que o bebê nasce, o que acontece com a vida sexual do casal?

Logo após o parto, existe o período de resguardo, que dura 40 dias. Passado esse tempo, não dá pra negar: para a mulher, o sexo vai ficar difícil durante algum tempo. A principal culpada nesse caso é a amamentação, que libera a prolactina, um hormônio que diminui muito a libido. Além disso, como os níveis de estrógeno caem para zero, eu costumo dizer que a mulher terá uma experiência de como será fazer sexo após os 70 anos: a lubrificação piora bastante, e existe também uma atrofia dos órgãos sexuais externos – Felizmente, essas mudanças são passageiras. Quando a menstruação volta é sinal de que os hormônios estão voltando ao normal. Depois do segundo ou terceiro ciclo menstrual, tanto a libido como a elasticidade da pele do períneo se normalizam.

Isso sem falar no cansaço...

Sim. O cansaço e a falta de sono tem uma influência grande na libido da mulher. Além disso, se ela estiver emocionalmente muito voltada para o bebê, também vai ter mais dificuldade em reativar seu desejo. Outras também não conseguem se sentir atraentes com o corpo que ainda não voltou ao que era antes da gravidez.

A episiotomia interfere na relação?

Não. Mesmo as mulheres que tiveram cesárea sentem os mesmos sintomas. Muito do desconforto que se atribui à episiotomia é, na realidade, relacionado a essa atrofia dos órgãos genitais externos, que acontece independente do tipo de parto.

Quanto tempo leva para tudo voltar ao normal?

Varia de acordo com o tempo de amamentação. Mas se a mulher parou de amamentar há mais de três meses e a libido e a lubrificação não voltaram ao normal, sugiro procurar orientação médica.

Quando é hora de começar a usar algum método anticoncepcional?

Apesar da amamentação diminuir a fertilidade, é preciso que se saiba que ela não inibe completamente a ovulação. Não se deve esperar a primeira menstruação para começar a se preocupar com uma possível gravidez, porque, antes de menstruar, a mulher vai ovular. Portanto, quando a atividade sexual recomeça, é recomendável procurar um médico para discutir qual o melhor método nesse momento – que pode ser a camisinha, pílulas de baixa dosagem ou DIU. Métodos naturais de anticoncepção, como a tabelinha, não são recomendáveis nessa fase, porque os níveis hormonais demoram para voltar a um equilíbrio.

Gravidez: hora de cuidar da saúde bucal

Você sabia que a mãe é o principal transmissor de cáries para o bebê? Veja o que fazer para evitar esse e outros problemas.

Quem está esperando um bebê quer fazer todos os exames necessários para ter uma gestação tranquila e saudável. Pois saiba que, além do acompanhamento obstétrico, as futuras mães precisam também de um pré-natal odontológico. Isso porque já está comprovado que são elas as maiores transmissoras de infecções bucais para a criança. A seguir, Maria Christina Brunetti, especialista em Periodontia e precursora no desenvolvimento do pré-natal odontológico, responde algumas dúvidas frequentes e dá dicas de como cuidar da saúde bucal durante a gestação.

O que é a cárie e como ela é transmitida?

A cárie é uma doença infecciosa causada por uma série de fatores. O principal é a presença de bactérias chamadas Streptococcus mutans, transmitidas por meio da saliva. Mas para que essas bactérias se proliferem, ela precisa que outras condições estejam associadas: a presença de açúcar e a ausência de flúor. Ou seja: a ingestão frequente de açúcar ou carboidratos, a falta de uma higiene bucal adequada (escova e fio dental) e a ausência do flúor criam o ambiente perfeito para essas bactérias. O resultado final da doença é o buraco no dente, mas a cárie começa muito antes, com mudanças na coloração do esmalte, que fica com manchas brancas ou amarronzadas pela perda do mineral cálcio.

Por que as mães são as principais transmissoras de cáries para os bebês?

Todos os bebês nascem livres de microrganismos nocivos na cavidade bucal, mas eles começam a aparecer logo depois do nascimento. Qualquer pessoa próxima do bebê pode transmitir Streptococcus mutans. Mas geralmente são as mães que passam mais tempo com as crianças. E muitas vezes elas têm o péssimo hábito de compartilhar alimentos, bebidas, limpar a chupeta com a própria saliva e assoprar alimentos, o que aumenta o risco de contaminação de seus filhos. De qualquer forma, é fato que todos nós temos bactérias na boca mas, obviamente, quanto mais saudável estiver nossa cavidade bucal, menor a chance de transmitirmos cáries para os bebês. E os estudos mostram que as crianças cujas mães apresentam alta concentração de Streptococcus mutans na saliva adquirem a bactéria em idades mais precoces e em maior número comparadas com as crianças em que as mães apresentam baixa concentração. Além disso, existem outros fatores que aumentam o risco de transmissão: histórico de alta experiência de cárie desde a infância, problemas periodontais e higiene oral precária.

A gestante pode fazer tratamentos dentários?

Sim, mas apenas após a 12a semana de gestação. O ideal é que ela faça uma consulta antes mesmo de engravidar ou logo que descobrir que está grávida, para detectar possíveis manchas no esmalte ou buracos (cavidades)  nos dentes, que indicam a presença de uma cárie. Nessa fase inicial, o dentista deve também orientar sobre o consumo de açúcar e dar outras informações para prevenir problemas futuros. Dentre as cinco ingestões diárias de alimentos, apenas três devem conter carboidratos. Outra dica importante é para aquelas grávidas que têm muitos vômitos: não se deve escovar os dentes logo após vomitar, porque o acido clorídrico deixa o esmalte muito fragilizado e a escovação nesse momento acaba sendo uma agressão. O melhor a fazer é bochechar com uma solução fluoretada.

Uma grávida pode fazer exames de raios X na boca?

Em grande parte dos casos, a cárie pode ser detectada sem o uso de raios X. A radiografia só é necessária quando há alguma dúvida após o exame clínico. Na gestante, ela deve ser usada apenas se for imprescindível, e após a 12a semana de gravidez. É claro que o dentista deve tomar todas as precauções para que a exposição aos raios X seja a mínima possível – ou seja, ele deve usar filme ultra-rápido, proteção de chumbo na região da tireóide e no peito e fazer no máximo duas tomadas.

E quanto à anestesia, ela apresenta riscos para o bebê?

A anestesia que se usa para fazer restaurações (obturações) não causa mal nenhum ao feto. Mas de qualquer forma, o tratamento de uma gestante exige alguns cuidados especiais e é sempre bom a paciente perguntar a seu dentista se ele se sente confortável em tratá-la nessa fase, ou se prefere indicar outro profissional mais habilitado.

Depressão Pós-Parto

Se você se sentir chorosa, indisposta ou levemente triste depois do parto, saiba que é perfeitamente normal. Imagine a combinação de hormônios subindo e descendo aliados a cansaço, medo das novas responsabilidades, seios e períneo doloridos e, como se não bastasse, todas as atenções se voltaram para o bebê! É o período que os médicos costumam chamar de Baby-blues, que atinge quase 80% das mães, geralmente a partir do terceiro dia após o nascimento do bebê. Os sintomas típicos dessa fase são oscilação de humor, ansiedade, exaustão, silêncios prolongados e choros sem motivo aparente. Não se desespere. Chore, se quiser; desabafe; tente descansar, e viva um dia de cada vez.

Se esse estado se prolongar ou aparecer em algum outro período até um ano após o parto, é possível que a mãe esteja experimentando a depressão pós-parto, uma condição que afeta de 10% a 15% das mulheres que tiveram um bebê. Nesses casos, o estado de tristeza é mais profundo e constante, e muitas vezes ela não se acha capaz de cuidar do bebê, ou então o rejeita completamente. Quando esse estado evolui ainda mais, a mãe pode ter dificuldade de dormir, e pode acordar, de manhã, sentindo-se ainda cansada. Apatia, falta de apetite e de energia, perda de memória, confusão, descaso com cuidados pessoais, dificuldade em tomar decisões e outros sintomas que dependem de cada caso são alguns dos sinais que exigem atenção. A tristeza é de tal magnitude, que a mulher chega a pensar que ela jamais irá passar. É como uma nuvem negra que jamais se dissipará. Ela se sente fracassada na sua função materna.

O importante é lembrar que ela não deve se sentir constrangida ou culpada, nem que deveria ser capaz de superar a situação por si mesma. Lembre-se sempre de que a depressão pós-parto está além do seu controle. A coisa mais importante é não ficar esperando que esse estado passe por si, porque o mais provável é que ele apenas piore e cause mais dano. Deve-se procurar ajuda, conversar com o médico, pedir orientação. Quando quebramos um braço ou uma perna, não hesitamos em buscar ajuda médica. Com a depressão pós-parto, não deve ser diferente. Essa é uma condição temporária, um problema causado principalmente pelas alterações de níveis hormonais, e pode ser tratado. Reconhecer que você precisa de ajuda já é um grande passo para a recuperação.

Há muitas coisas que se podem fazer, para se ajudar nesse período:

Organize o apoio da família:

• Deixe seu marido cuidar do bebê à noite para você dormir a noite toda.• Arranje um parente, amigo ou babá para ajudá-la durante o dia.

• Arranje uma empregada para cuidar da casa e comida ou compre comida pronta.

• A Célula Mater conta com uma equipe de psicoterapeutas especializada para apoiá-la neste momento crucial.

Estabeleça metas bem modestas para você:

Sentir-se sobrecarregada é provavelmente a queixa mais comum entre mães deprimidas. Pequenas tarefas parecem impossíveis e complexas. Tenha paciência. Grandes projetos podem certamente esperar até que você se sinta com mais energia.

Reserve um tempo para exercícios:

Procure dar uma caminhada todos os dias, sozinha ou com seu bebê. Se possível, faça exercícios próprios para essa fase, de preferência em grupo, com orientação de um terapeuta corporal. Não faltam estudos que comprovem o quanto atividades físicas ajudam a superar períodos depressivos.

Alimente-se corretamente

Algumas pesquisas mostram que o desequilíbrio nutricional pode causar flutuações emocionais. Nutrientes como zinco presente em carnes e ômega 3, encontrado em peixes como salmão além de vitaminas do complexo B, são essenciais nessa fase. Converse com uma nutricionista, para assegurar-se de que está ingerindo tudo o de que precisa.

Arranje uma babá:

Pelo menos uma vez por semana, saia para jantar fora ou para ir ao cinema. Sair um pouco do papel de mãe e dar atenção a si mesma é ótimo para que a mente deixe de focar apenas os problemas da maternidade.

Durma bem. Algumas dicas com relação à insônia:

• Um livro é um sedativo natural.

• Banho quente relaxa, mas não faz dormir, porque estimula a circulação.

 Use água morna e faça massagem suave, com bastante óleo.

• Exercícios respiratórios relaxam e proporcionam um sono mais reparador

• O marido deve resgatar a sua mulher para a realidade do dia-a-dia e fazer com que ela se sinta amada.

Os benefícios da Amamentação

Você sabe que amamentar é fundamental para a saúde do seu filho. Mas já parou para pensar em todos os benefícios que esse ato pode trazer para o bebê e para você?

1. O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os 6 meses de idade;

2. Fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês;

3. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias,obesidade, intolerância ao glúten;

4. Contém uma molécula chamada PSTI é responsável para proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos;

5. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas;

6. Previne a anemia;

7. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê;

8. Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança.

9. Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida;

10. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia;

11. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário;

12. Estudo publicado na American Journal of Obstetrics revela que a amamentação reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional;

13. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia (mas dá uma fome...);

14. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais;

15. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).

16. Pode ajudar seu filho a ter melhor desempenho nos estudos e aumentar a chance de ele frequentar uma faculdade, segundo uma pesquisa norte-americana. Eles analisaram o desempenho escolar de 126 irmãos de 59 famílias. O resultado sugeriu que aquele que recebeu um mês a mais de leite materno apresentou aumento de 0,019 pontos na média de pontuação no ensino médio e aumento de 0,014 na probabilidade de cursar o ensino superior.

17. Protege a mãe contra doenças cardiovasculares, segundo estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Para a pesquisa, foram analisadas 140 mil mulheres no período pós-menopausa, ou seja, com média de 63 anos, e o resultado mostrou que aquelas que amamentaram por mais de um ano tiveram 10% menos risco de sofrer com essas doenças, se comparado com aquelas que nunca amamentaram.

Fonte: Revista Cresce

As escolhas alimentares de uma gestante podem influenciar não só o desenvolvimento do feto, mas também os hábitos do próprio bebê. Estudos conduzidos pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, indicam que os alimentos pouco saudáveis - as refeições em redes de fast food, por exemplo - atraem muito mais as crianças cujas mães não se alimentaram bem durante a gravidez.

De acordo com a pesquisa, a dieta da mãe sensibiliza o olfato do feto a determinados aromas e sabores e até molda o desenvolvimento de seu cérebro. Logo, o tipo de alimentação da mãe durante a gestação pode parecer mais apetitosa à criança mesmo depois de alguns anos.  Em experiências com camundongos, a pesquisadora descobriu que a percepção dos filhotes a determinados cheiros era mais intensa de acordo com o que a mãe comia.E não é só: os especialistas observaram que também que os glomérulos olfativos do cérebro desses filhotes era alterado. Glomérulos olfativos são a parte do cérebro responsável pelo processamento de cheiros, e sua formação é impactada pelos odores transmitidos no líquido amniótico. O resultado da dieta da mãe, portanto, tem consequências duradouras.A autora do estudo, Josephine Todrank, conduziu dois tipos de experiências diferentes. Alimentou um grupo de cobaias com uma dieta sem sabor e um outro com uma dieta aromatizada. Os filhotes nascidos da primeira experiência tinham muito menos glomérulos do que os filhotes da segunda experiência. Estes últimos também mostraram preferência pelo que era dado à mãe enquanto os ratos de menos glomérulos não tinham preferências alimentares. Josephine acredita que o mesmo se passe com os humanos. "O que uma grávida escolhe para comer e beber tem efeitos de longo prazo - para melhor ou pior - na anatomia sensorial de seu filho ", diz ela. "Ainda não está claro por quanto tempo essas escolhas os afetam, mas estamos investigando essa questão."

Fonte: Revista Veja




 


 




 


 




 


 




 


 




 


 



 



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