Ultrassom Morfológico do 1º Trimestre + perfil bioquímico

Ultrassom Morfológico do 1º Trimestre + perfil bioquímico

O exame é habitualmente realizado através do abdome da mãe (em raros casos é preciso utilizar a via transvaginal).

Seu principal objetivo é o rastreamento de doenças genéticas, sendo a mais frequente delas a Síndrome de Down. Para isso, é preciso fazer a medida da chamada translucência nucal (TN), um “espaço preto” na região da nuca. O resultado é expresso numa fração que indica o risco daquele feto apresentar um defeito cromossômico. Um exemplo: em geral, numa mulher de 34 anos, o risco desta anomalia é de aproximadamente 1 em 400. Dependendo da medida da TN indicada pelo exame, este risco pode cair para 1 em 900 ou subir para 1 em 100. A sensibilidade do exame para o rastreamento de Síndrome de Down é de 80%. Ou seja, 80% dos fetos portadores de Síndrome de Down apresentam alteração da medida da translucência nucal. No entanto, 20% deles podem exibir uma medida normal.

Como o exame é um teste de rastreamento, a sua alteração não indica necessariamente que o feto tem alguma anormalidade, mas sim que é necessário realizar outros exames para esclarecer esta suspeita.

Outro dado importante que se avalia nesse exame é a presença do osso do nariz. Estando ele presente, há uma redução no risco da Síndrome de Down, já que, por vezes, nos bebês portadores da síndrome, esse osso ainda não está presente nesta fase da gestação.

A avaliação da anatomia fetal é parte obrigatória do exame e nesta fase podemos diagnosticar aproximadamente 50% das malformações.

Quando associada à dosagem de dois marcadores bioquímicos no sangue materno, o beta HCG e o PAPP-A, o morfológico do 1o trimestre aumenta a taxa de detecção de Síndrome de Down, que chega a aproximadamente 95%. A coleta do sangue materno deve ser realizada a partir da 9ª semana até, no mínimo, uma semana antes do exame para medida da translucência nucal, para que o resultado já esteja disponível no momento da realização do exame ultrassonográfico.

Equipe de Medicina Fetal

Célula Mater